
Minha letra estampa um papel em branco, sob o formato que tem sido nos últimos escritos, sob a cor preta em primazia há algum tempo. E disso eu já não sei o porquê – não importo em saber.
Escrever a fim de saciar a vontade de escrever, ainda que os assuntos não figurem com tanta genialidade, me expõe em defeitos e qualidades desprovidos de ornatos, embora me supra o vício.
Tornou-se condição de calor nos dias de frio; bem como a fome nos momentos de gula. Já não me vejo sem esse cotidiano rabiscado e titulado. Obsessão que me preenche em parágrafos, me articula em pontos e vírgulas e me quantifica nas modalidades adverbiais do muito e do pouco.
É como se palavras não fossem somente palavras – em meus dias, são como vidas transcritas e cheias de sentido. E as procrio aos montes, habitando as fábulas de minha autoria.
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