Sob o acalanto terno do cheiro de infância e da vibração enérgica das cores do afeto, sinto-me em casa novamente: o chão frio e acolhedor convida o ar a uma dança compassada; a estrutura é única, e sempre me deslumbra com seu quê de brio. Tudo parece novo e velho ao mesmo tempo, cada canto com seu encanto, remontando as lembranças de cada época vivida entre presenças e ausências que se completam em si mesmas. Exploro-os com meu tato de saudosista, ansiando pelo encontro com as fotografias engavetadas, com os velhos brinquedos empoeirados, com as marcas dos adesivos descascados do espelho, com a memória que enterrei em cada uma das ímpares estadias casuais. Sem pressa, escrevo algumas linhas e outras apenas imagino, numa inércia viçosa que me alimenta com um silêncio imperioso e eloqüente: redescobrir-se é uma arte.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
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2 comentários:
(tava com saudade disso aqui)
lindo dan, sempre lindo.
e é tão bom revirar gavetas.
reencontrar-se com aquilo que já (se) foi.
tinha tempo q não lia você.
gosto.=P
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