quarta-feira, 28 de maio de 2008

intitulando

A quente textura, a busca incessante, a falta de ar; as cores fugindo, as palavras se unindo, o frio consumindo; a insônia contente, a viagem irreal, a realidade ao avesso; o sorriso inocente, o olhar de soslaio, a chuva incessante; o amor desvairado, o prefácio inventado, o contexto no texto; o século passado, os contos de outrora, as aventuras de agora; o alfabeto narrado, o adjetivo cansado, o verbo calado; a pedra do mar, as ondas do vento, o sol salutar; a menina cantora, o passado febril, a idade a contar; os bandolins encantados, a dança dos passos, o enredo contado; o artigo indireto, a folha rasgada, o bicho do mato; a fotografia amarela, o branco e o preto, a lembrança feliz; o lápis azul, o céu estrelado, a casa de prata; a alma acordada, o ser racional, a essência sentida. O barco furado, o estilhaço cortante, o dia da sorte. O vício estampado, o nome revisto, o livro escrito.

Um comentário:

wendell penedo disse...

Valeu pela visita Daniel.
Gostei da simplicidade complexa do texto. É simples, mas essa avalanche de informação e referências, na maioria tão nostálgicas, é mais um exemplo das coisas pequenas que a gente vai deixando passar despercebido. Mas o texto eu peguei, e não perco mais.
Obrigado!