As tentativas de descrição acabam por se frustrar em seus próprios projetos, sem coragem de se erguer concretamente - permanecem em suas abstratas figuras, carcomidas e obstadas pelos receios de sempre. O pensamento trava em si quando se trata de entender as oscilações constantes de humor e de vontades: o vício explicativo, a ansiedade angustiante e o perfeccionismo doentio não enfadam. É como uma constante fase que insiste em se perpetuar impulsivamente. Talvez eu esteja a ponto (e pronto) de jogar pro alto essa tediosa mania de explorar complexamente o meu subjetivismo. Minhas entranhas reclamam braviamente sobre o excesso de entendimento vão, é dor sufocante que me afinca numa escuridão ludicamente lúcida. Demais disso, é inútil desvestir sentimentos, são efêmeros demais para qualquer explicação.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
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