domingo, 24 de fevereiro de 2008

plenitude

Jamais conseguiria expressar por meio das palavras – um sentimento genuíno, distinto, inebriante e indecifrável. Isso não se explica. De uma pureza infantil que percorre a imaginação até chegar ao limiar da realidade, desabrochando uma intensidade madura. É um vão de vários fins, num só canto. É o branco que principia o arco-íris, num céu cor de anil. É a respiração taciturna que se desfaz num sorriso. São as incontáveis estrelas perdidas na imensidão. É o mar, em sua formosura ímpar, arauto da paz. É a essência da ausência que se faz presente quando dela se necessita. É o medo sem receio. É a verdade dos verossímeis dizeres. É o que já tentei entender, mas que agora sei que não carece de entendimento. Basta saber que o amor vai além de qualquer expectativa, e que se consubstancia em diversas formas, as quais a vida se encarrega de desvendar despretensiosamente.

3 comentários:

Camie disse...

o amor faz-nos sentir coisas que nenhum outro sentimento faz. ainda com todas as dores que ele possa causar em algum momento, não há quem desista de amar, porque não ter a quem amar dói muito mais que qualquer dor de amor, que passa. não ter a quem amar é um vazio indistinguível.
isso aqui também anda lindo dan!
:*

Cecília Gomes disse...

Ah!Como é bom sentir isso.
É um sentimento tão divino que não sabemos como explica-lo.
Seria bom que o mundo inteiro sentisse isso diariamente.
Fico feliz em ver que você continua tão intenso e bem.
Eu tava escutando uma música que é parecida com seu texto.
Escuta, que é bem bonita.
Falling slowly de Glen Hansard

Uma feliz semana!
;*

Marina Moura disse...

Amar, verbo intransitivo.