sábado, 19 de janeiro de 2008

absolutamente

Por ora, audiência para a solidão. Sem muito mais, sem nada menos. Se ele realmente sente, agora está aos embrulhos. O coração. Pulsando reprimido, organicamente, vitalmente. Extravasando sentimentos, glorificando saudade. Quando lembro. Que falta me faz o céu por inteiro, o vento seco com cheiro de mato, a presença úmida da paz. Por estes, estaria em mim. Tão-só em mim.

5 comentários:

. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
. disse...

às vezes é melhor mesmo guardar o coração num potinho e deixar descansando.
se bem que eu aprendi que ter paciência com ele não adianta nada.

Marina Moura disse...

eu nunca tive paciência com o meu.
estou sempre prestes a tirá-lo. Desisto. Meu coração é que não desiste de mim.

. disse...

agora eu entendo de verdade.
o coração bate dentro dos embrulhos, mas camuflado em outras coisas, como chuva, como vento; querendo só ser assim como elas.

Anônimo disse...

"meu coração não se cansa de ter esperança..." e não é algo que eu possa controlar, então já desisti. é tudo involuntário mesmo...