Conta-me os teus segredos, também os medos. Quero sentir-me não só. Nesse infinito de coisas inominadas, diga-me dos fantasmas. Nessa escuridão de luzes, explica-me o palpitar incessante. Ajuda-me. Os planos, quais forem, confessa-me. Nesse calor de frios, admita-me que os arrepios assustam. Sussurra, em volume máximo. Risca as paredes da solidão. Experimenta, tenta ou arrisca provar da minha ansiedade.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
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4 comentários:
Tocante.
Encantador.
:*
Foi como se fosse eu
A gente escreve por telepatia, só pode.
"Risca as paredes da solidão" foi fantástico!
Isso me lembra uma brincadeira feita entre poetas: há pessoas que não se aquietam em seu canto até conseguirem ter infectado com sua doença a todos os que à sua volta se encontram. Dizem que o poeta é assim: um doente que perdeu a razão, e que procura infectar com sua poesia a todos. Embora, é claro, hoje em dia, algumas pessoas pareçam estar imunizadas com alguma vacina moderna. Avanços médicos, você sabe.
Lindo blog...
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