No meio do asfalto havia uma flor. Suas mãos eram brancas e as unhas pintadas de vermelho. O encontro foi pueril, amizade esturrando pelas extremidades. A voz estridente do cântico poético exaltava a cultura regional. O aceno foi gentil e acolhedor. Havia muita gente de ambos os lados. Os olhares eram de uma descrença esperançosa. O calor penetrando os corpos, o suor evadindo. Instantes azuis, líquidos. O feijão, o arroz, a carne e o cotidiano. A paisagem de uma cidade - verde no início, cinza ao final. A memória falhou.
Sempre inspiração.
Sempre inspiração.
Um comentário:
e isso tudo é o que te acontece ou o que te ocorre?
tuas descrições são orgânicas. não sei se já disse isso.
é delicioso ler.
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