domingo, 7 de outubro de 2007

ariano brasileiro suassuna


E na platéia, “o Ariano virou popstar”.


Com tantos espectadores ávidos por agraciarem o mestre paraibano da literatura nordestino-brasileira, o auditório transferiu-se para a área externa e o chão tornou-se o assento àquela multidão. De repente, o coro ali presente proclamou o velho refrão: “Ariano, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”.


No auge dos seus 80 anos, Ariano Suassuna esbanjou sua característica simpatia e encantou os presentes com o seu inteligente humor de quem sabe o valor da cultura popular. Usando do seu peculiar improviso, narrou fatos, sob gestos e imitações, dignos das mais vorazes ‘palmadas’. Cantou, dançou e declamou.


Um artista em suas mais variadas formas que, do seu movimento armorial, defende a não resistência ao novo desde que o nosso brasão cultural seja jamais esquecido. Um cabra arretado que a gente sente que é gente de verdade.


Ontem, entre tantos cômicos episódios que contou, o que mais me chamou atenção foi quando o vi falar seriamente do nosso país com o maior orgulho, enaltecendo as riquezas e as tantas qualidades que tem essa nação sem deixar que os tantos defeitos que ela possui as ofuscassem. Senti, então, um misto de felicidade e admiração por aquele cara – tão raro entre tantos – que me fez encher os olhos de lágrimas.


Pra mim, ele jamais será um popstar, mas sim o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro que se traduz no “madeira de lei que cupim não rói”. Nele eu vi a figura real de um filho da mãe gentil – dessa nossa pátria, ainda tão pouco amada, chamada Brasil.

2 comentários:

Marina Moura disse...

Odeio Ariano, odeio :/

Camie disse...

Ariano é meu amorzinho...