quarta-feira, 26 de setembro de 2007

pós-subjetivo


Ontem me dispus à vida, permitindo que suas mais singelas formas me tomassem conta. Acordei sob a cordialidade do céu, com um tímido sol desejando-me ‘bom dia’. Enchi-me de humor e tive sede. Sede de viver. Saí por aí, sem documento de identificação, querendo não ser um mero cidadão, mas antes um ser humano. Cumprimentei desconhecidos, sorri pras árvores e corri. Corri à beira-mar, em meio aos verdes e vivos coqueiros, enquanto criava versos que jorravam da minha pele junto ao suor. Acabei os esquecendo em maioria, mas o que de fato importa é que eu venero os tempos de subjetividade por saber que logo em seguida esbravejam sólidos fios de felicidade. É como o início de uma primavera, das que o ano não principia.

2 comentários:

nati disse...

primavera sempre me encantou.

Cecília Gomes disse...

De todos os seus textos que eu até hoje já tenha lido, esse foi um dos que eu mais gostei.
Até porque me indentifiquei, vivo em uma eterna primavera de paz e contemplação.
Desejo muitas primaveras para a sua vida.
E muitos sorrisos interiores do seu coração.

;*