Dos tantos normais que sou, do sorriso tímido que se esconde e cede às gargalhadas de felicidade, da beleza dos retratos da vaidade, dos tantos espelhos embaçados, das noites de solidão, dos carinhos infindáveis, das cores inventadas, do vinho tinto e seco, dos vícios alienáveis, dos sonhos sem fim, das ruas de primavera e também de outono, dos cantos poéticos, das palavras incógnitas, dos livros companheiros, dos sambas e milhares de sambas, do céu estrelado, do ser humano amador, do guardanapo rabiscado, do arco-íris desenhado, dos pontos finais afrodisíacos, dos tempos modernos e arcaicos, da liberdade tatuada, dos verbos e advérbios, das canções de outrora, dos escritos pardos, das rosas dos jardins, dos gritos de silêncio, da bondade exacerbada, do amor inventado, dos poemas corriqueiros, do amargo e essencial chocolate, das responsabilidades precoces, dos humores inconstantes, das viagens aos sertões e aos paraísos, das muitas declarações, da sinceridade redundante, dos contos e fábulas, das lembranças documentadas, das distâncias próximas, da coragem de amar, das faltas de intenção, dos paradoxos salutares, da eternidade transfigurada, do palhaço cotidiano, da beleza imaginativa, da sensibilidade anormal, do bom gosto e do gasto, da inspiração momentânea, dos tantos e tantos rumores, do tu, do nós e do vós.
domingo, 9 de setembro de 2007
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2 comentários:
Mas que 'normalidade' linda!
um dos mais lindos! :)
agora pode ter certeza que sou visitante assídua.
'da inspiração momentânea', né? ;)
beijos, bonito.
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